“Olho pra trás e vejo aquela menina que queria entender tudo, com medo de que ñ coubesse tamanha quantidade de informação dentro de si.Coube e ainda cabe. E quanto mais entra, mais sobra espaço pra dúvida.
Compreendo hoje que nunca entenderei a morte, os sonhos, a sensação de déjá vu e as premonições. Nunca entenderei pq temos mais empatia com uma pessoa e nenhuma com outra, não entendo como o mar não cansa, nem o sol.
Não compreendo a maldade, ainda que a bondade excessiva também me bote medo. Porque os hormônios femininos nos deixam tão vulneráveis e nossa pele combina mais com a de um homem do que a de outro?
Acordo todos os dias [...] Minha alma circula por todo o meu corpo, cada dia está num lugar.
E Deus quem será? Religião, arte, vida: não compreender também pode valer o ingresso."
Trecho de "Crônica do Incompreensível " Martha Medeiros



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